Acordo coletivo de trabalho é para ser cumprido, tem força de lei, não é para ser interpretado da maneira que for mais conveniente, “ratificar” não é um rato abrir um buraco e se esconder fugindo da discussão da questão, ratificar é validar o que foi firmado e registrado no acordo coletivo que consta nas atas das reuniões no MPT. Foi o que disse a Justiça do Trabalho ao se referir a clausula 67ª do acordo coletivo referente à equalização com as demais empresas publicas do GDF.
Vitória é a palavra que melhor define a conquista da categoria, não só pela determinação judicial de que a equalização é um direito constante no ACT vigente, onde deverá ser apresentada uma proposta em 15 dias após a publicação da sentença, não só pela decisão judicial de que a greve foi legitima, pois a justiça também entendeu que houve de fato o descumprimento de clausula do acordo coletivo, não só pelo fato de haver o pagamento dos dias, pois a categoria sempre esteve ciente de que a sua luta era justa e que a greve não teria acontecido se houvesse de fato um tratamento de respeito aos metroviários. Mas porque voltamos a trabalhar de cabeça erguida, pois a categoria teve o reconhecimento de que esteve certa durante todo este tempo, conquistou a garantia de uma proposta em 15 (quinze) dias, ou seja, para este acordo coletivo de trabalho 2011/2012, conforme sempre defendeu desde o primeiro dia da greve, pode ainda negociar a compensação dos dias parados no acordo da equalização, contudo tem a garantia de que ninguém vai ficar sem salário por causa da intransigência da gestão da empresa, e o mais importante é que mostramos a nossa determinação em ter os nossos direitos respeitados e não abrir mão disso, mostramos a nossa unidade na luta independente de PES, Titulação, Operação, Administrativo, Manutenção ou cargo que ocupa na empresa, mostramos a todos que somos uma categoria de metroviários e que desrespeitar um trabalhador que seja “em virtude da greve” será comprar uma briga com outros mil metroviários, pois a nossa maior vitória sem duvida foi a união e o respeito conquistados através do movimento.
Mas não podemos descansar, pois está na hora de colocar a prova o discurso de valorização que foi prometido pelo GDF nas reuniões durante a greve e também de fazer o Metrô cumprir o que a Justiça do Trabalho determinou, para após os 15 (quinze) dias com a proposta em mãos a categoria deliberar novamente sobre os rumos do movimento, portanto ainda não acabou vamos aguardar mobilizados e vigilantes esperando que desta vez a Diretoria do Metrô entenda de uma vez por todas que os nossos direitos terão que ser rigorosamente cumpridos!
Ao Metrô fica a vergonha de esperar 37 (trinta e sete) dias deixando a população sem transporte na festa de ano novo, deixando o trabalhador ser desgastado com a população, abrindo mão da sua obrigação de gestão para ouvir do judiciário aquilo que todo mundo já sabia. VOCÊS ESTÃO ERRADOS, CUMPRAM A LEI E O ACORDO!
Alguma coisa precisa mudar na forma de administrar o Metrô-DF, só não vê quem não quer, errar é humano “persistir” na mesma politica de gestão há 15 anos é BURRICE!
PARABÉNS A TODA CATEGORIA PELA UNIÃO, PELA MOBILIZAÇÃO, PELA FORÇA DE SUSTENTAR O MOVIMENTO FIRME E COESO, PELA BUSCA CONTINUA POR SEUS DIREITOS E POR RESPEITO, TENDO NESTA GREVE UM EXEMPLO JUSTO E DIGNO DA VITÓRIA QUE A UNIDADE DA CATEGORIA CONQUISTOU!
3 comments
José Carlos Moita
19 de janeiro de 2012 em 4:36 pm (UTC -2)
Parabéns a ESSA Diretoria, que, finalmente está sabendo o que um sindicato deve fazer. Augúrios e vida longa.
Geraldo Filho
23 de janeiro de 2012 em 12:00 pm (UTC -2)
Por que o Sindmetro/DF não conviver com posturas contrárias à sua? Qual o problema em discordar e apresentar argumentos contrários?
Por que a censura?
Esse comportamento não era típico da ditadura militar? Por que então vocês estão bloqueando os IPs das máquinas que eu uso?
Vocês têm medo de quê?
sindmetrodf
24 de janeiro de 2012 em 10:39 am (UTC -2)
Para evitar situações em que ocorram ofensas entre colegas metroviários, o sindicato agora está monitorando e moderando todas as conversas. Portanto, se entendermos que comentários oriundos de qualquer pessoa que possa vir a gerar novos conflitos, não serão postados.